Grupo multiracial de pessoas segurando a bandeira da Itália
Itália

Os 70 sobrenomes italianos mais comuns. Algum deles é o seu?

14 de abril de 20267 min de leitura

A imigração italiana no começo do século XX importou diversos elementos culturais da Itália para o nosso país, características marcantes de uma cultura que permanece viva até os dias de hoje no Brasil, graças às famílias que aqui vieram para recomeçar, e aos descendentes que continuam a manter suas raízes bem firmes no chão.

Os sobrenomes italianos são parte forte dessa cultura. Temos certeza que você já deve ter visto um deles por aí. Talvez já tenha estudado com um Rossi, ou até mesmo trabalhado com um Pellegrini. Mas o ponto é que esses sobrenomes enfatizam muitos anos de história e tradição familiar, que continua viva e bastante presente.

A seguir listamos os 70 sobrenomes italianos mais populares. Talvez um deles seja o seu, e essa pode ser a chave para um mundo de novas oportunidades.

  • Rossi

  • Russo

  • Ferrari

  • Esposito

  • Bianchi

  • Romano

  • Colombo

  • Ricci

  • Marino

  • Greco

  • Bruno

  • Gallo

  • Conti

  • De Luca

  • Mancini

  • Costa

  • Giordano

  • Rizzo

  • Lombardi

  • Moretti

  • Barbieri

  • Fontana

  • Santoro

  • Mariani

  • Rinaldi

  • Caruso

  • Ferrara

  • Galli

  • Martini

  • Leone

  • Longo

  • Gentile

  • Martinelli

  • Vitale

  • Battaglia

  • Bianco

  • Benedetti

  • Farina

  • Giuliani

  • Amato

  • Silvestri

  • D’Angelo

  • Pellegrini

  • Sanna

  • Palmieri

  • Grasso

  • Marchetti

  • Parisi

  • Villa

  • Messina

  • Valentini

  • Serra

  • Marini

  • Caputo

  • Monti

  • De Santis

  • Piras

  • De Angelis

  • Pagano

  • Bellini

  • Fabbri

  • Cattaneo

  • Orlando

  • Neri

  • Basile

  • Donatti

  • Fiore

  • Pugliesi

Tipos de sobrenomes

Sobrenomes italianos revelam diversas coisas. Logo, eles são classificados de diferentes maneiras. São elas:

Patronímico

Sobrenomes patronímicos são aqueles que indicam uma linhagem masculina, geralmente derivados do nome do pai ou outro ancestral homem. Em latim, é comum o acréscimo de sufixos como “-ez”, “-es” ou “-son” para indicar isso, como Fernandes, que seria “filho de Fernando”.

Já no italiano isso também acontece, mas de uma outra maneira da que estamos habituados a ver nas línguas latinas, como espanhol e português. Sobrenomes como D’Angelo (filho de Ângelo) e Di Giovanni (filho de Giovanni) indicam a linhagem masculina de quem o carrega.

Geográfico

Alguns nomes podem indicar também de onde vem uma família. É o caso de sobrenomes como Napolitano, Romano e Lombardi, que derivam de Nápoles, Roma e Lombardia, respectivamente.

Ocupacional

Uma outra forma de se referir às pessoas é através dos cargos que elas ocupam. É comum se referir a médicos e advogados com o pronome de tratamento “Doutor(a)”. Mas enquanto em outros países usam-se esses títulos apenas como uma forma respeitosa de endereçar alguém, na Itália os sobrenomes indicam a profissão não de quem o tem, mas de alguém da família que exerceu um determinado trabalho.

Dessa maneira, temos sobrenomes como Ferrari, que é representativo de alguém que trabalhou com ferro, ou seja, um ferreiro. Ou ainda o sobrenome Sartori, que se origina na palavra “sartorius”, que em latim significa alfaiate. Logo, quem tem esse sobrenome pode descender de um.

Mas afinal de contas, como esses sobrenomes surgiram?

Antigamente, os italianos costumavam referir uns aos outros apenas pelo primeiro nome. Pode parecer confuso, mas é comum que em cidades interioranas as pessoas sejam conhecidas pelo primeiro nome mais nome da mãe ou do pai: Antônia da Zezé, Batista do João.

Com o crescimento populacional, as pessoas começaram a adotar outros nomes como uma forma de terem mais individualidade e serem facilmente reconhecidas. Dessa forma, surgiram os diferentes tipos de sobrenomes e suas classificações, que começaram a ser adotadas por instituições e foram passadas por gerações.

A cidadania italiana

Como vimos, os sobrenomes carregam um importante significado, que atravessa gerações e mantém vivo um laço sanguíneo inquebrável, e a própria Constituição Italiana de 1948 reconhece isso, estabelecendo que a lei não pode regredir.

Mesmo com a aprovação do novo decreto-lei que limita o reconhecimento, um Tribunal de Turim julgou o primeiro caso de reconhecimento após a aprovação da nova regra pela Câmara dos Deputados da Itália. Em questão, o juiz enviou o processo para a Corte Constitucional, questionando a validade da nova lei.

O jus sanguinis

Traduzindo, o jus sanguinis significa “direito por sangue”, e é o princípio jurídico que determina que uma pessoa descendente de italianos, seja pai, mãe ou avós, possua o direito ao reconhecimento como cidadão italiano. É o oposto do jus solis ou “direito do solo”, que especifica que uma alguém pode ser reconhecido como cidadão de um país contanto que tenha nascido nele, como nos EUA e Brasil.

Pelo jus sanguinis, um descendente de italianos pode herdar sua cidadania se comprovada sua ancestralidade, contanto que a linhagem não tenha sido interrompida e nenhum ancestral tenha se naturalizado como estrangeiro.

Seu sobrenome tem poder

Mais do que determinar a profissão de alguém ou o lugar de nascimento de um ancestral, o sobrenome ajuda a abrir portas para um mundo de oportunidades, como morar e trabalhar em qualquer país da União Europeia e entrada permitida em mais de 190 países sem necessidade de visto.

Nós da Pátria Cidadania tornamos nossa missão te ajudar a ter esse direito reconhecido, cuidando de toda a burocracia para que você não precise quebrar a cabeça. Quer saber mais? Fale com a Pat, nossa assistente virtual, e ela te colocará em contato com um de nossos especialistas.

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