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Um país com tanta história e rico em cultura, a Espanha conta com diversos monumentos classificados como Patrimônio Cultural da UNESCO. Do complexo palaciano de Alhambra em Granada ao Parque Guell em Barcelona, o país conta com diversas atrações fascinantes, de norte a sul, carregadas de história e detalhes arquitetônicos. Confira quais são elas.

Alhambra – Os segredos da última dinastia muçulmana
Um dos monumentos mais antigos da Espanha, Alhambra é um imponente palácio fortificado localizado na cidade de Granada, na região da Andaluzia. Localizado no topo da colina al-Sabika, que em árabe significa “barra de ouro”, a construção pode ser observada de todos os quatro cantos de Granada.
Seu nome literalmente significa “castelo vermelho” e o monumento foi erigido pelos nasridas, a última dinastia muçulmana a ter controle da Península Ibérica antes da Reconquista Cristã. É a atração mais visitada da Espanha.

Sagrada Família – Uma obra que já dura mais de um século
Obra-prima inacabada de Antoni Gaudí, a Sagrada Família é um dos cartões postais de Barcelona e da Espanha e uma das primeiras imagens que nos vem à cabeça quando pensamos no país. Sua construção continua até hoje, apesar da obra estar prevista para ser concluída agora em 2026.
A construção da Sagrada Família começou em 1882, mas foi em 1883 que Antoni Gaudí assumiu a responsabilidade pela obra, mudando-a completamente do projeto inicial. Após sua morte, em 1926, o projeto foi mantido usando desenhos, esboços e anotações feitas previamente.
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Mesquita-Catedral – Fusão entre elementos árabes e cristãos
Existente há mais de 13 séculos, a Mesquita-Catedral de Córdoba é um dos monumentos mais fascinantes da Espanha. Isso porque além de ser um templo chave em todo o Ocidente islâmico, a Mesquita-Catedral funde elementos de construção árabe com o barroco.
Isso acontece porque o templo foi erguido ainda durante o domínio árabe na Península Ibérica. Inicialmente, os cristãos tinham um lugar para professar sua fé contanto que pagassem os devidos tributos. Foi com o crescimento de Córdoba e eventual aumento de muçulmanos na região que o templo se tornou exclusivamente uma mesquita.
Após a Reconquista Cristã, foram construídos diversos elementos cristãos tanto na mesquita quanto na cidade após a expulsão dos árabes. Foi com Carlos V que o templo ganhou uma catedral nas naves da mesquita, dando origem ao monumento como conhecemos hoje.

Catedral de Santiago de Compostela – O final da peregrinação religiosa
Mais do que apenas um templo religioso, a Catedral de Santiago de Compostela, em Galícia, é o ponto de encontro entre a fé e a cultura. O monumento marca o fim do Caminho de Santiago, trajeto percorrido por peregrinos em busca de resolução espiritual.
A catedral, considerada uma das grandes maravilhas da Espanha, foi construída após a descoberta do suposto túmulo de São Tiago Maior, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Filho de Zebedeu e Salomé, São Tiago foi o segundo dos apóstolos a falecer, depois de Judas Iscariotes, e o primeiro a ser martirizado.
Segundo a tradição, a descoberta do túmulo se deu por Pelágio, um eremita galego, o que levou à construção de uma igreja e eventualmente da catedral como a conhecemos. Ainda de acordo com a lenda, o eremita encontrou onde São Tiago está sepultado porque seguiu uma estrela, por isso, “Compostela”, que significa “campo de estrelas”.
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Catedral de Burgos – A excelência do gótico europeu
Um dos maiores símbolos do gótico europeu, a Catedral de Burgos é um dos monumentos mais importantes da Espanha. Sua construção se deu por cima de uma catedral que já existia no século XI, mas que não era considerada magnífica o suficiente para a importância que a cidade estava ganhando e pelo seu crescimento, então Burgos ganhou outro templo religioso para chamar de seu.
Oficialmente batizada como Catedral de Santa Maria de Burgos, sua construção se deu início em 1221 durante o reinado de Fernando III de Castela com apoio do bispo Maurício, que havia estudado na Universidade de Paris e por isso gostava e entendia do estilo.
A obra não foi apenas para a criação de um templo religioso, mas também para a afirmação do poder político e econômico do então Reino de Castela. A construção levou mais de três séculos para ser concluída, o que explica sua riqueza em detalhes.

Teatro Romano de Mérida – O legado ainda vivo de um antigo império
Símbolo do domínio romano em parte do continente, o Teatro Romano de Mérida foi uma realização de Marco Vipsânio Agripa, então cônsul romano e aliado de Otávio Augusto, primeiro imperador de Roma. Construído entre 16 e 15 a.C., o teatro cumpria funções cívicas, sociais e culturais, erguido para a então colônia romana de Augusta Emerita (atual Mérida).
Parte do Conjunto Arqueológico de Mérida, o Teatro Romano segue os padrões de construções romanas, com uma cávea semicircular que ajudava a valorizar a acústica natural. Durante bastante tempo, o lugar esteve soterrado por areia, ficando apenas a parte de cima visível. Isso lhe rendeu o apelido "As Sete Cadeiras".

Aqueduto de Segóvia – Engenharia civil de outra era
Um outro grande exemplo de arquitetura romana na Espanha é o Aqueduto de Segóvia. Acredita-se que sua construção se deu entre o final do século I e início do século II, durante o governo do imperador Trajano, famoso por suas realizações e diversas obras públicas. O que se sabe é que o monumento foi erguido para abastecer a cidade com água potável, diretamente da Serra de Fuenfría.
Com 160 arcos, o Aqueduto de Segóvia atinge 28 metros de altura. Apesar de não abastecer mais a cidade com água, ele permanece um dos símbolos culturais máximos da cultura local.

Parque Güell – A propriedade privada ganha nova cara como bem público
Outra obra de autoria de Antoni Gaudí, o Parque Güell não é apenas um parque, mas um manifesto vivo de arte e cultura, onde natureza e formas orgânicas criam uma simbiose perfeita. Idealizada por Gaudí, o lugar foi construído a pedido de Eusebi Güell, um homem rico que também era mecenas do arquiteto espanhol.
A ideia era de que o Parque Güell fosse um conjunto residencial de luxo, mas a ideia foi um completo fracasso: a localização quase remota, difícil acesso e contratos de vendas dificultaram que o projeto tomasse a forma idealizada, com apenas duas das 60 casas planejadas sendo finalizadas.
Abandonado em 1914, o Parque Güell acabou sendo adquirido pela Prefeitura de Barcelona e se tornou o parque público que conhecemos hoje.

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