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A cidadania italiana por descendência voltou a ocupar o centro do debate jurídico na Itália. Uma nova ofensiva contra alterações recentes na Lei da Cidadania Italiana levou o Tribunal de Campobasso a acionar a Corte Constitucional, reacendendo discussões sobre direitos adquiridos, segurança jurídica e os limites das mudanças legislativas. O caso chama atenção de descendentes de italianos em todo o mundo, especialmente no Brasil, onde a busca pelo reconhecimento da cidadania italiana segue em alta.

O que mudou na lei da cidadania italiana
A controvérsia gira em torno do artigo 3-bis da Lei nº 91/1992, incluído na Lei n° 74/2025. Esse dispositivo passou a impor restrições temporais ao reconhecimento da cidadania italiana por descendência, tanto na via administrativa quanto na judicial. Na prática, a norma busca limitar pedidos que antes eram possíveis sem qualquer prazo, contrariando décadas de entendimento jurídico sobre o direito à cidadania ius sanguinis.
Tradicionalmente, a cidadania italiana é considerada um direito originário. Isso significa que o descendente nasce cidadão italiano, ainda que o reconhecimento formal ocorra anos ou até gerações depois. A nova interpretação legislativa, portanto, gera insegurança ao sugerir que o direito poderia ser perdido pelo simples decurso do tempo.
Por que o caso chegou à Corte Constitucional Italiana
Diante dessas mudanças, o Tribunal Ordinário de Campobasso decidiu submeter a questão à Corte Constitucional Italiana. A magistrada responsável entendeu que o artigo 3-bis pode violar princípios fundamentais da Constituição, como a igualdade entre cidadãos, a razoabilidade das leis e a proteção da confiança legítima.
Outro ponto sensível é a possibilidade de efeito retroativo. Ao atingir pessoas que já nasceram com o direito à cidadania italiana, a norma passa a interferir em uma condição jurídica preexistente, o que é amplamente questionado por especialistas em direito constitucional e imigração.

Cidadania italiana por descendência é um direito, não um favor
Apesar do cenário de debate, é importante reforçar um ponto essencial: a cidadania italiana por descendência continua sendo um direito reconhecido pelo ordenamento jurídico italiano. Não se trata de uma concessão do Estado, mas do reconhecimento de um vínculo jurídico baseado no sangue e na filiação.
Mesmo com tentativas de restrição, o próprio fato de a questão ter sido levada à Corte Constitucional demonstra que há fortes fundamentos jurídicos para a proteção desse direito. Isso traz segurança aos descendentes que desejam iniciar ou dar continuidade ao processo de reconhecimento.
Via judicial da cidadania italiana ganha ainda mais relevância
Nesse contexto, a cidadania italiana pela via judicial se consolida como o caminho mais seguro e eficiente. Diferentemente da via administrativa, que sofre diretamente com mudanças de interpretação e sobrecarga nos consulados, a via judicial permite uma análise individualizada do direito, com base na Constituição e na jurisprudência italiana.
Além disso, a Justiça italiana tem historicamente reconhecido o caráter originário da cidadania iure sanguinis, o que reforça a legitimidade dos pedidos, mesmo diante de tentativas recentes de limitação legislativa.

Impactos da cidadania italiana na União Europeia
Outro aspecto que fortalece o direito ao reconhecimento é o fato de a cidadania italiana conferir automaticamente a cidadania europeia. Isso garante acesso a direitos de residência, trabalho e estudo em todos os países da União Europeia. Qualquer restrição indevida à cidadania italiana ultrapassa o âmbito nacional e pode gerar conflitos com o direito comunitário europeu, o que tende a ser observado com cautela pela Corte Constitucional.
Por que agir rapidamente é fundamental
Embora o direito à cidadania italiana permaneça sólido, o momento exige atenção. O aumento de debates legais, somado à crescente procura por reconhecimento, pode resultar em maior demanda judicial e administrativa no futuro. Isso tende a alongar prazos e tornar os processos mais disputados.
Agir agora significa não apenas exercer um direito legítimo, mas também se antecipar a possíveis mudanças interpretativas e ao crescimento do volume de pedidos. Quanto antes o processo é iniciado, maiores são as chances de tramitá-lo em um cenário jurídico mais favorável e previsível.

Segurança jurídica e planejamento são a chave
A nova ofensiva contra a lei da cidadania italiana não representa o fim do direito, mas um alerta claro sobre a importância de planejamento e informação qualificada. A cidadania italiana continua sendo um caminho seguro, especialmente pela via judicial, desde que conduzida com estratégia, documentação adequada e orientação especializada.
Diante de um cenário em constante evolução, agir com consciência e rapidez é a melhor forma de proteger um direito que atravessa gerações e conecta descendentes à sua história, identidade e às oportunidades oferecidas pela cidadania europeia.
E aqui na Pátria Cidadania atuamos para que você tenha a certeza de que seu direito seja respeitado.



