
Cidadania Italiana por Casamento: Tudo o Que Você Precisa Saber
Descubra como obter a cidadania italiana por casamento, requisitos legais, documentos essenciais e o impacto das novas leis de .
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Entre os dias 18 e 21 de junho, Nova Veneza (no Sul de Santa Catarina) vai receber 150.000 pessoas para a 20ª Festa da Gastronomia Típica Italiana. As bandeiras com as cores do município e da Itália já estão sendo instaladas na Praça Humberto Bortoluzzi, na Rua dos Imigrantes e em mais de meia dúzia de pontos espalhados pela cidade. Não é apenas decoração. É memória tomando forma.
Esta edição tem um peso diferente das anteriores. Nova Veneza completa 135 anos de imigração italiana em 2026, e a festa, pela primeira vez em duas décadas, carrega esse número junto ao nome. Uma cidade que existe porque famílias saíram do Vêneto, da Lombardia e do Trentino com malas e documentos, cruzaram o Atlântico e plantaram raízes num vale de Santa Catarina que nem nome tinha ainda.
Reconhecida como a cidade mais italiana de Santa Catarina, Nova Veneza não precisa de argumentos para provar sua herança. A arquitetura fala. Os sobrenomes falam. A gastronomia, os dialetos que ainda sobrevivem nas casas mais antigas, os distritos batizados de Caravaggio e São Bento Baixo, tudo é evidência viva de uma migração que não apagou o que trouxe consigo.
A prefeita Ângela Ghislandi resumiu bem o que representa este ano: uma edição histórica, que projeta visitantes de toda Santa Catarina e de estados vizinhos, planejada para ser uma experiência que vai além da gastronomia e dos shows.
É nesse ponto que a festa e o direito à cidadania italiana se encontram. Porque os bisnetos e trinetos das famílias que fundaram Nova Veneza, que vão encher o pavilhão, que vão comer polenta e beber vinho, que vão tirar foto na Rua Coberta decorada com bandeiras italianas, muitos deles têm um direito que ainda não formalizaram. Um direito que a Corte de Cassação da Itália reafirmou em maio deste ano, por escrito e com número de sentença: a cidadania italiana por descendência é imprescritível.
"Serão colocadas bandeiras com as cores do município e da Itália, máscaras e elementos que remetem aos nossos antepassados." — Izabelle Amboni Destro, secretária de Cultura, Esporte e Turismo de Nova Veneza.
A imigração italiana para o Sul do Brasil começou no final do século XIX. As famílias que chegaram trouxeram consigo a cidadania italiana e, pelo princípio do jus sanguinis, transmitiram esse vínculo jurídico de geração em geração, independentemente do tempo que passou ou do país em que os descendentes nasceram.
A festa celebra essa herança de forma simbólica e cultural. Mas a herança tem também uma dimensão legal que muitas famílias ainda não acessaram e que não exige nada além do que já existe: a árvore genealógica e os documentos que comprovam a linha de descendência.
Quem tem um bisavô italiano que chegou ao Brasil antes de 1992 sem naturalização que interrompesse a transmissão da cidadania tem, hoje, um caminho real e reconhecido pela Justiça italiana para formalizar esse vínculo. O passaporte italiano não é um benefício para quem tem sorte. É um direito para quem tem prova.
Em maio de 2026, a Corte de Cassação italiana publicou a Sentença 13818/2026 reafirmando que a cidadania por descendência é um direito subjetivo absoluto de relevância constitucional, nascido com o titular, sem prazo de vencimento. Filas no consulado ou ausência de agendamento não extinguem esse direito. Pelo contrário: são fundamento legal para acionar a via judicial diretamente.
Há algo que acontece quando uma pessoa caminha pela Rua dos Imigrantes numa festa como essa. O sobrenome estampado na fachada da casa da família, o dialeto que o avô usava em casa, a receita que veio na mala junto com as certidões, tudo isso deixa de ser nostalgia e passa a ser reconhecimento. Reconhecimento de que essa história pertence a alguém de forma concreta, não apenas afetiva.
É nesse momento que muitas famílias nos procuram. Não porque viram um anúncio. Mas porque sentiram, de forma física e presente, que a identidade italiana não é apenas herança cultural, é herança jurídica. E que essa herança pode ser formalizada.
Se você vai a Nova Veneza em junho, ou se tem parentes que vão, leve essa conversa para a mesa. Pergunte o nome do bisavô. Pergunte de qual cidade italiana ele veio. Pergunte se alguém já olhou para esses documentos com olhos jurídicos.
A resposta pode mudar o que a próxima geração da sua família vai poder fazer no mundo.
Pátria Cidadania é especialista em processos de cidadania italiana para brasileiros descendentes. Avaliamos o seu caso e orientamos sobre a melhor rota de acordo com o cenário jurídico atual.